E logo disse a Tomé: - Ponha aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda também a sua mão e ponha no meu lado. Não seja incrédulo, mas crente. João 20.27 (Leia João 20.19-30)
Há dezoito anos, na tarde da Sexta-feira Santa, eu estava a caminho de um tão esperado fim de semana de Páscoa com minha filha, que estava na faculdade. O céu estava azul e a terra vibrava com a chegada da primavera. Eu me sentia leve e despreocupada até meu celular tocar. Era meu médico com os resultados da minha biópsia recente.
Meu coração afundou e meus olhos se encheram de lágrimas. Antes, ele parecia confiante de que minha mamografia irregular era um acaso. Agora, a palavra câncer trovejava em meus ouvidos, devorando toda a paz que eu sentira segundos antes. Naquele momento, minha fé estava tão abalada quanto meu corpo. Mas ela cresceu nas semanas seguintes à cirurgia, à medida que Deus supria minhas necessidades cada instante - por meses.
Hoje, as cicatrizes visíveis ainda são uma lembrança dolorosa de que sou uma sobrevivente do câncer. Jesus também tinha cicatrizes visíveis. Eu me pergunto se ele manteve essas marcas de pregos por compaixão por nós. As Escrituras dizem que seus discípulos tocaram em suas mãos e no seu lado perfurados. Quando ele assumiu a forma humana, fez isso para compreender tudo o que significa ser humano. Cicatrizes são memórias de dor, e Jesus entende, como somente algué que suportou a dor pode entender.
Oração: Querido Senhor, que jamais nos esqueçamos de que o Senhor se submeteu a dores imerecidas por amor a nós. Conceda-nos a coragem de amar os outros com o mesmo espírito de sacrifício. Em teu nome. Amém.
Pensamento para o dia: Jesus ouve meus apelos e compreende minhas dores.
Marilyn H. Tinnin (Mississippi, EUA)
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