Ele sara os que têm o coração quebrantado e trata das feridas deles. Salmo 147.3
"Querido Senhor", orei, "sinto como se tivesse chegado ao fundo do desespero." Eu estava voltando para casa depois do funeral do meu filho. Que direito as pessoas nas ruas tinham de estar felizes? Por que o músico pôde tocar uma melodia alegre do lado de fora da loja de música enquanto eu passava? Meu mundo estava despedaçado. Será que eles não entendiam?
A estrada se estendia à minha frente na escuridão. Então, para meu espanto, ao me aproximar de uma pequena vila, uma cruz iluminada em uma igreja surgiu à minha vista. Deus, tu estás comigo, pensei. Tu conheces a profundidade da minha tristeza. A cruz me lembrou do sofrimento que Jesus suportou por mim, e eu me senti consolada.
Eu sabia que, com o tempo, teria que aceitar a morte repentina do meu filho. Negar não era uma opção. Comecei a perceber que tinha sido abençoada por ter tido meu filho em minha vida por 33 anos. O tempo realmente cura, mas esse fato não me consola quando o luto chega pela primeira vez. Com o passar do tempo, a vida dos meus parentes e amigos voltou ao normal, mas a minha não. Lidar com o luto não é fácil, mas é necessário. E eu sei que somente o amor constante de Deus pode nos livrar do desespero.
Oração: Querido Senhor, obrigada por estares conosco enquanto caminhamos pelo vale da morte. Em nome de Jesus. Amém.
Pensamento para o dia: Mesmo na minha mais profunda dor, o amor curador de Deus me encontrará.
Sylvia Engen Espe (Alberta, Canadá)
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